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segunda-feira, 3 de junho de 2013

Arte Londrina - Entrevista com a artista: Thaís Valadares

Thaís Valadares
Nasceu em Belo Horizonte, MG, em 1967
Vive e trabalha em Belo Horizonte, MG



COMO É UM DIA DE PRODUÇÃO EM SEU ATELIÊ, COMO UM TRABALHO COMEÇA?

É um dia de trabalho como outro qualquer, no qual tenho que equilibrar as demandas diárias de casa, família,  meu trabalho como professora de alemão e produção artística... Uma vez conciliados  tempos e horários, venho trabalhando  no desenvolvimento e pesquisa dentro da linha poética do que já foi criado.
Meu envolvimento atual é muito mais com a materialização e pesquisa da idéia concebida do que da criação em si. Gosto de terminar o que comecei antes de iniciar outro trabalho, e como meus trabalhos atuais são  longos work in progress – duas crescentes séries em pintura e desenho/instalação, preciso de disciplina para manter o foco. Mas sempre que surgem novas idéias, anoto para  pesquisar e desenvolver depois.



QUE ARTISTAS/TEÓRIOS VOCÊ CONSIDERA IMPORTANTES NAS SUAS ESCOLHAS?

São vários: Gerhard Richter, Eberhardt Havenkost, JohnCurrin, Rosângela Rennó, Fernando Pessoa, Manoel de Barros, o pensador indiano Rustom Bharuscha, Júlio Martins, Paulo Herkenhoff, Wim Wenders, Louise Bougeois, Tunga, Kiki Smith, meus queridos professores e mestres da Escola Guignard/UEMG:  Alan Fontes, Laura Belém, Marco Túlio Resende, Ana Cristina Brandão e outros.


O QUÊ CHAMA SUA ATENÇÃO NO MUNDO?

O que não é obvio, mas às vezes parece óbvio, as sutilezas chamam minha atenção. Os códigos de comunicação em diferentes linguagens e culturas, perceber a forma gradativa como o novo ganha espaço dentro do que já não é tão novo, gosto de observar o surgimento de novas linguagens e códigos de valores entre os jovens. E gosto de observar o relacionamento desses códigos com os que já estão aí e a transformação que resulta disso, que a meu ver, é a mais pura contemporaneidade.



EM QUAL PROJETO VOCÊ ESTÁ TRABALHANDO AGORA?

Estou trabalhando em dois projetos concomitantes e afins: o desenvolvimento gradativo da série de pinturas Tarjas, e o crescimento do desenho instalação Cabeleira.


QUE SITE VOCÊ COSTUMA VER?

Tenho pouco tempo para navegar, mas sempre dou uma checada no jornal alemão Die Zeit e sites de arte: Canal Contemporâneo, Mapa das Artes, Cubo Branco.  Gosto também de checar a moda, não para seguir, mas para observar o reflexo da cultura nesse campo. Procuro me interar das últimas notícias de Belo Horizonte, cidade onde vivo, do Brasil, e do mundo, principalmente quando não são especulatórias. Para mim tudo o que é , passa pela mente humana e resulta em alguma criação. Gosto de me manter atualizada, e às vezes dar um tempo das atualizações  é bom, para descansar a mente, escutar meus silêncios e perceber com melhor nitidez as mudanças e as repetições... em mim, no meu entorno e no mundo.



QUE MÚSICA VOCÊ OUVE?

Gosto de tudo o que não machuca meu ouvido e que combina com meu momento... isso pode ir do metal ao sertanejo..., passando pelo clássico, brega, funk, infantil, rock, blues, jazz, quinteto armorial, música mineira, samba, bossa nova, MPB, indie, silêncio  e canto de passarinho... 
Não me pergunte nomes, mas Tom Zé e Sabiá são muito bons!


Trabalho da artista na exposição Nada do que lembramos é verdade, denominado Tarjas: 






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