DAP - Casa Branca

quinta-feira, 28 de março de 2013

Entrevista com Profa. Dra. Lúcia Helena Gratão



Como pensar a paisagem em nossos dias? Como estabelecer e qualificar a conexão irrevogável homem-natureza-paisagem-geografia, num mundo de aparente plasticidade infinita?"



Nos responde a Prfa. Dra. Lucia Helena Gratão do Depto. de Geociências da Universidade Estadual de Lodrina, uma das responsáveis pela reedição do livro Topofilia: um estudo da percepção, atitudes e valores do meio ambiente do geógrafo Yi-Fu Tuan:


Confesso que a sua indagação é bastante instigante-intrigante diante da conexão irrevogável  Homem-Natureza-Paisagem-Geografia. O capítulo dez: "Do cosmo à paisagem", Tuan nos apresenta uma leitura essencial quando diz: "A transformação axial na visão do mundo, de cosmo para paisagem, pode ser rastreada na mudança do significado das palavras "natureza", "paisagem"e "cenário". O que pode estar muito bem expresso "num mundo de aparente plasticidade infinita? ". Imagino que aqui responderia à indagação que fez você em torno da paisagem na obra de Tuan. É um diálogo que vai além da paisagem como aspecto visual para chegar ao seu significado e valor. Uma linha de pensamento que visa/vista a partir da consideração de um espaço subjetivo, sentido vivido, um espaço de ser-humano. Uma linha de trajeto atravessada pela experiência humana.  É isso! A leitura de Tuan pelo neologismo topofilia revela-nos a cada página esse sentimento que vincula a visão humanista do mundo - o estar-no-mundo enquanto sentido-de-ser.

Lucia Helena é a autora do texto da orelha do livro que transcrevemos aqui e como ela mesma diz, deve servir de “convite a desvendar esse relicário de lembranças que (res)guarda a esperança - Terra nosso lar”.

"Do amor ao lugar ao sentimento de Topofilia. Esse é o princípio fundante da obra que o geógrafo Yi-Fu Tuan compôs para explorar as ligações afetivas dos seres humanos com meio ambienta – topofilia. Que belo neologismo de uma palavra para compreender os laços que se (entre)laçam entre meio ambiente e visão do mundo! Nos (entre)meios e (entre)laços os sentimentos topofílicos se revelam de maneira profundamente diferente em intensidade, sutileza e modo de expressão. Do efêmero prazer que se tem de uma vista, até a sensação de beleza, igualmente fugaz, mas muito mais intensa. Das sensações de deleite ao sentir o ar, a água, a terra no contato físico. Mais permanentes e mais difíceis de expressar, são os sentimentos que temos para com um lugar, por ser o lar, o locus de reminiscências e o meio de se ganhar a vida. Em qualquer lugar onde haja seres humanos, haverá o lar de alguém – como todo o significado afetivo da palavra.  
A topofilia é um sentimento de que a Terra é um relicário de lembranças e (res)guarda a esperança. Sentimento expresso de que a Terra é uma obra de apreciação estética e, ao mesmo tempo, substractum da vida, parte do ser, lugar da vida. Tudo isso que contém a palavra topofilia por toda a beleza de ver e de estar no mundo. Terra nosso lar.
O geógrafo Yi-Fu Tuan, com sabedoria chinesa, soube encontrar numa só palavra, a potencialidade humana para compor uma obra fundada para os estudos do meio ambiente, mas, que acabou transformando-se em uma obra prima para a geografia. Um precioso presente para os geógrafos em busca da geografia. Uma grafia traçada pelo sentido de ser do próprio ser humano, pois, é uma obra subescrita pelas mãos de um grande humanista que ao escrever, compõe e recompõe as relações essenciais que nos ligam à Terra. O élan dessa ligação é a topofilia – uma filia que liga o homem, o lugar e o meio ambiente.
A reedição de Topofilia: um estudo da percepção, atitudes e valores do meio ambiente é um presente de valor memorável a todos que de corpo e alma se deixam tocar pelo sentimento de envolver-se com a Terra. Uma obra de edificação humana, plena de sentimento e de esperança na construção do mundo. No estar-no-mundo nos movemos eternamente procurando um meio ambiente ideal. Nesta procura nos movemos na leitura topofílica de Yi-Fu Tuan..."


Lúcia Helena Batista Gratão
Universidade Estadual de Londrina




O livro, lançado no Seminário - Geografia, lugar e meio ambiente, contribuições de Yi-Fu Tuan - em 01 de março de 2013. Pode ser adquirido na Livraria da UEL, Campus Universitário, em frente à Biblioteca Central.
A livraria funciona das 08:00h as 12:00h e das 13:30h as 17:30h de 2ª a 6ª feira. Mais informações sobre títulos disponíveis na Livraria pelo telefone (43) 3371-4691 , ou ainda pelo e-mail:






segunda-feira, 25 de março de 2013

Arte Londrina - Entrevista com a artista Fátima Savignon



Fátima Savignon
Nasceu no Rio de Janeiro, RJ, em 1953
Vive e trabalha em Londrina, PR



COMO É UM DIA DE PRODUÇÃO EM SEU ATELIÊ, COMO UM TRABALHO COMEÇA?

Começo meu dia revendo o que desenvolvi no dia anterior principalmente o ponto de parada. Posso manter o ritmo como dar uma guinada, mudar de direção ou começar uma nova idéia. Trabalho ao mesmo tempo que busco referências em livros, revistas e na web, tem dias em que me alimento somente de imagens, não me atenho a textos.


QUE ARTISTAS/TEÓRICOS VOCÊ CONSIDERA IMPORTANTES NAS SUAS ESCOLHAS?

Atualmente me interesso por artistas que se utilizam da fotografia como linguagem, Gregory Crewdson, Sophie Calle, Andreas Gursky, Nan Goldin,
Philip-Lorca DiCorcia, Claudia Jaguaribe, entre outros . Quanto a teoria tenho me dedicado aos teóricos da imagem como; Annateresa Fabris, Charlotte Cotton,
Rosalind Krauss, Lucia Santaella, entre outros. Me interessa, também, os textos críticos  sobre arte contemporânea .


O QUÊ CHAMA SUA ATENÇÃO NO MUNDO?

O mundo


EM QUAL PROJETOS VOCÊ ESTÁ TRABALHANDO AGORA?

Apropriação e manipulação de imagens captadas através de videos.


QUE SITE VOCÊ COSTUMA VER?

Artforum, Artnet, art21, Amazon, sites de galerias de arte, e de culinária quando
quero algo para acompanhar o vinho. Respiro arte, mas me alimento de uma boa pasta.


QUE MÚSICA VOCÊ OUVE?

Quando o silêncio não basta; rock dos anos 70 entre outros. Atualmente o novo cd do Caetano (Abraçaço) tem sido a escolha no meu Ipod. Recomendo!


Foto da artista na mediação da DaP 





sexta-feira, 22 de março de 2013

Mediação com NAAHS

Em visita à DaP, os alunos do NAAHS (Núcleo de Atividades de Altas Habilidades/Superdotação) participaram da mediação dos trabalhos




Mediação com o artista Márcio Diegues




quarta-feira, 20 de março de 2013

Arte Londrina - Entrevista com o artista RAG



RAG (Ricardo Aguiar)
Nasceu em São Paulo, SP, em 1968
Vive e trabalha em São Paulo, SP


COMO É UM DIA DE PRODUÇÃO EM SEU ATELIÊ? COMO UM TRABALHO COMEÇA? 

Divido minha produção em dois lugares: minha mesa de projetos e pesquisa em casa e meu ateliê. Com o tempo, meu fluxo de trabalho foi se modificando um pouco. Primeiro, porque meu trabalho está me solicitando cada vez mais para sair da tela e ganhar uma terceira dimensão. Estou começando a produzir também objetos, fotografia e escultura. Tem sido uma transição, pelo menos para mim, natural e sem sofrimento mas não tenho planos de eliminar a pintura do meu trabalho. Percebo também que hoje tenho dedicado mais tempo à pesquisa e planejamento dos projetos. Hoje já posso afirmar que divido meu tempo 50/50 entre pesquisa/planejamento e produção.


QUE ARTISTAS/TEÓRICOS VOCÊ CONSIDERA IMPORTANTES NAS SUAS ESCOLHAS? 

Meu trabalho tem uma influência muito grande dos Young British Artists, dentre eles Damien Hirst.


QUE TIPO DE COISA CHAMA SUA ATENÇÃO NO MUNDO?

Me chama a atenção a quantidade de tempo e energia que um ser humano se dedica exclusivamente à sua imagem.


EM QUAL PROJETO VOCÊ ESTÁ TRABALHANDO AGORA?

Gosto de trabalhar em diversos projetos ao mesmo tempo, cada um em um estágio diferente de desenvolvimento. Tenho dois projetos que já estão sendo produzidos a algum tempo, tenho outros três que estão em fase final de testes e pesquisa e tenho mais dois que estão bem embrionários. Estou dedicando no momento mais atenção ao projeto Nutopia (o das bandeiras, que tem algumas peças no Arte Londrina e será uma exposição individual no Museu de Arte de Goiânia) e outro projeto de backlights, já em fase final de produção.  


QUE SITE VOCÊ COSTUMA VER?

Acessar o Update or Die! diariamente já se tornou uma rotina. É com ele que minha cabeça sabe que o dia de trabalho está começando. É com ele que aqueço os motores e é a partir dele que meu traçado de pesquisa do dia na internet começa.


QUE MÚSICA VOCÊ OUVE?

Gosto muito da energia e do vigor do rock’n’roll. Ultimamente tenho ouvido muito os clássicos do heavy metal, como Metallica, ACDC, Iron Maiden e Black Sabbath. Mas ouço bastante também Jack Johnson, que tem o poder mágico de me equilibrar por completo.



terça-feira, 19 de março de 2013

W.C. ARTE

 
    Inscrições até 10 de abril de 2013.
    Resultado dia 15 de abril de 2013.


 


segunda-feira, 18 de março de 2013

Arte Londrina - Entrevista com o artista José Mianutti



José Mianutti 
Nasceu em São Paulo, SP, em 1980
Vive e trabalha em Curitiba, PR

COMO É UM DIA DE PRODUÇÃO EM SEU ATELIÊ, COMO UM TRABALHO COMEÇA?

Não possuo espaço próprio para a execução de meus trabalhos, nem um ritmo constante de produção, já que meus outros afazeres do cotidiano tomam muito meu tempo. O trabalho começa quando encontro uma imagem que me chama a atenção. Costumo buscar minhas fontes em bancos de imagens na internet. A partir daí, a construção do trabalho dita o ritmo.


QUE ARTISTAS/TEÓRICOS VOCÊ CONSIDERA IMPORTANTES NAS SUAS ESCOLHAS?

Francis Bacon; David Rockney; Claude Monet; Giorgio Morandi; Paul Cézanne, David Salle, entre outros…


QUE TIPO DE COISA CHAMA SUA ATENÇÃO NO MUNDO?

Coisas relacionadas à espiritualidade sempre me interessaram. Porém, busco um distanciamento entre minha produção e este assunto, mas de qualquer modo, percebo que existe uma linha tênue que acaba ligando as duas coisas.


EM QUAL PROJETO VOCÊ ESTÁ TRABALHANDO AGORA?

Nunca consegui trabalhar com projetos. Produzir sempre foi algo natural para mim, quase fisiológico. Eu produzo e espero a oportunidade chegar. Simples assim.


QUE SITE VOCÊ COSTUMA VER?



QUE MÚSICA VOCÊ OUVE?

Gosto principalmente de Classic Rock (são tantas bandas que fica difícil enumerar), mas sou apaixonado pelo trabalho de Eric Clapton desde o início de sua carreira no The Yardbirds, passando pelo Cream, Blind Faith, Derek and the Dominos e carreira solo. Também gosto muito de Led Zeppelin. Dos anos 2000 para cá, tenho acompanhado o trabalho de Jack White em bandas como The White Stripes, The Rancounters, Dead Weather e sua carreira solo. Do cenário nacional, ouço muito Legião Urbana, Zé Ramalho e Marisa Monte.


Foto do artista



À direita, os trabalhos do artista na exposição Pós - Paisagem, entitulados "Um, dois, três" ; "Arauto" ;  "Todo ato intencional é um ato mágico" ; " Santidade".


sexta-feira, 15 de março de 2013

Pós - Paisagem


    Foto da exposição Pós - Paisagem, que acontece até o dia 19 de abril na DaP. Trabalho    dos artistas RAG (bandeiras), Bruno Oliveira ( no círculo) e André Griffo (na parede à direita).


DaP - Av. Juscelino Kubitscheck, 1973 - Londrina, Paraná - CEP 86020-001 - (43) 3322 6844