DAP - Casa Branca

quarta-feira, 15 de maio de 2013

sexta-feira, 10 de maio de 2013

Daniel Duda em Londrina



Daniel Duda recebeu em 2012, pelo 64° Salão Paranaense, o Prêmio Residência Artística, que foi realizada em Londrina junto à DaP - Divisão de Artes Plásticas de 05 a 11 de maio, onde desenvolveu projetos que estarão na Bienal Internacional de Curitiba de 31 de agosto a 1° de dezembro de 2013.


Daniel Duda é natural de Curitiba, no Paraná. Bacharel em Cinema e Vídeo, o artista tem também pós-graduação em História da Arte Moderna e Contemporânea. Iniciou sua pesquisa em poéticas visuais em 2005, sendo logo contemplado com a Bolsa Produção para Artes Visuais da Fundação Cultural de Curitiba. Já participou de diversas exposições e salões de arte desde então - entre eles, destaca-se a individual Caracteres (2007/2008), a participação no X Salão Nacional Vitor Meirelles (2008), em Florianópolis, no 9° e no 11° FILE São Paulo, no FILE Rio 2009 e 2012, e a presença na mostra em O Estado da Arte (2010), panorama da arte contemporânea paranaense no Museu Oscar Niemayer, em Curitiba.


A seguir o vídeo que recebeu o Prêmio Residência:




Mais informações sobre o artista e seus trabalhos:  
www.danielduda.com.br

quarta-feira, 8 de maio de 2013

Arte Londrina - Entrevista com o artista : Ader Gotardo

Ader Gotardo
Nasceu em São João Del Rei, MG, em 1977
Vive e trabalha em São Paulo, SP


COMO É UM DIA DE PRODUÇÃO EM SEU ATELIÊ, COMO UM DIA COMEÇA?

Não tenho um ateliê formal... Normalmente penso sempre minhas fotografias em ambientes do cotidiano.Geralmente aproveito coisas e situações que surgem naturalmente para então compor uma imagem e narrativa. Gosto de descobrir alguma coisa nova que estava ali, mas ninguém viu. Mas as melhores questões para fotografar acontecem quando estou em trânsito; ou me deslocando para o trabalho, ou até me exercitando. 


QUE ARTISTAS/TEÓRICOS VOCÊ CONSIDERA IMPORTANTES NAS SUAS ESCOLHAS?

Considero muitas pessoas importantes, mas valorizo principalmente os que primeiro me impressionaram, como Diane Arbus, Stiglietz ou Steichen... Mas para o tipo de fotografia que me agrada ou a estética que busco, reservo especial apreço por Duchamp e mais atualmente para Wolfgang Tillmans, Tim Barber e Laura Letinsky. Porém minha lista é muito mais extensa que esses nomes e não necessariamente tem a ver com meu trabalho hoje.


O QUÊ CHAMA SUA ATENÇÃO NO MUNDO?

Gosto muito de reparar nas pessoas. Presto muita atenção às mãos e gestos, pretendo um dia conseguir fazer uma série com esse tema. Organização dos objetos também chama minha atenção, mas situações com pessoas principalmente. Também tenho alguma fascinação por pornografia e com alguns artistas se envolvem com ela em seus trabalhos desde "A Origem do Mundo" de Courbet, passando pelos retratos de mulheres de E. J. Bellocq. Gosto bastante do reflexo de luzes sobre metal, por isso gosto muito de uma série (feita entre 1990 e 1992) de Philip - Lorca Dicordia, cuja iluminação que usou tem uma certa luz metálica.


EM QUE PROJETO VOCÊ ESTÁ TRABALHANDO AGORA?

Estou trabalhando mentalmente em pelo menos dois projetos. Num deles gostaria de fotografar sistematicamente uma paisagem urbana aqui em São Paula para uma série de 5 fotos. A ideia é mostrar a precariedade dos espaços públicos e privados em promover o bem estar e sensação de segurança. Outro projeto, que provavelmente que pode ser concretizado mais rapidamente que o primeiro, também é uma série de três ou quatro fotos de um ato... Este ato, visto apenas uma vez num documentário sobre um diretador da "nouvelle vague", contará com apenas a imagem da minha memória para ser reproduzido. 
Seria como desenhar um modelo de memória, mas seria um still imaginado desse documentário. Eu vi este filme, cuja esposa do diretor descrevia uma mania que ele tinha, que traduzia um pouco da sua personalidade, porém não consigo me lembrar o nome desse diretor ou da produção. Sequer tenho certeza que o assunto era mesmo sobre um diretor francês. O que quero apresentar com minhas fotos é a precariedade da (minha) memória diante das variadas fontes de informação. A intenção também é usar as fotos como "ferramenta de busca". Quem sabe se alguém que as vir possa me dizer qual é o documentário... Também comecei a fazer uma série de retratos cujo tema parte do simbolismo e do quadro "Casal Arnolfini" de Van Eyck. Entretanto esse projeto está suspenso pois preciso produzí-lo mais perfeitamente para ficar apresentável. 
Além disso, aqui no museu onde trabalho ( Museu de Arqueologia e Etnologia da USP), juntamente com colegas educadores, ministro aulas de fotografia para crianças carentes do entorno da universidade.


QUE SITES VOCÊ COSTUMA VER?

Vejo uma infinidade de sites. Principalmente de portifólios de fotógrafos que admiro... Tim Barber, Wolfgang Tillmans, Maciek Kobielski, Giasco Bertolli, a revista eletrônica Richardson Magazine, The Photographer's Gallery, o site da FOAM, o site da Aperture e leio diariamente o blog sobre fotografia da revista The New Yorker, Photo Booth...


QUE MÚSICA VOCÊ OUVE?

Ouço muita música chamada alternativa. Gosto de descobrir bandas novas que fazem um som pop menos comercial. Porém tenho alguns clássico que acabo ouvindo mais frequentemente. Hoje, meus preferidos são Radiohead, Nick Cave, TV On The Radio, The Mars Volt, At The Drive-in, o disco novo do David Bowie e Itamar Assumpção.

O artista Ader Gotardo, presente na exposição Nada do que lembramos é verdade com o trabalho Equilíbrio, possui um blog pessoal onde compartilha suas obras e trabalhos de outros artistas que considera interessantes : AQUI
E também um site: AQUI

Trabalho Equilíbrio exposto na DaP: 



segunda-feira, 6 de maio de 2013

Corpo, religião e memória

Em entrevista ao Jornal de Londrina, Leto William, artista presente na exposição Nada do que lembramos é verdade, comenta as escolhas e experiências que constituem seu trabalho Homem Sagrado.

Para entrevista completa, clique AQUI.




sexta-feira, 3 de maio de 2013

ARTE LONDRINA 2


O Arte Londrina 2 pretende apresentar, incentivar e divulgar a recente produção de arte em seus muitos vetores, trazendo para a cidade artistas cujo trabalho reflita sobre meios e mecanismos de produção de sentido na atualidade. Após a recepção dos dossiês, os curadores selecionarão os trabalhos e determinarão eixos conceituais, o que poderá determinar a constituição de mais de uma exposição. Na última versão foram 3, a saber: Estratégias pictóricas, Pós -paisagem e Nada do que lembramos é verdade, todas dentro do Arte Londrina. Pretende-se expandir a discussão acerca dos conceitos desenvolvidos pelos artistas provocando novas leituras que devem em última análise enriquecer a experiência do público. 



terça-feira, 30 de abril de 2013

Arte Londrina - Entrevista com a artista: Janina Mcquoid



Janina Mcquoid (menção honrosa)
Nasceu em São Paulo, SP, em 1989
Vive e trabalha em São Paulo, SP


COMO É UM DIA DE TRABALHO EM SEU ATELIÊ, COMO UM TRABALHO COMEÇA?


No dia de produção começo pensando em imagens e referências,  aí tem um período de bagunça onde vou juntando coisas no ateliê: tecidos, papelão, plástico, madeira, organizando o espaço e abrindo uma espécie de clarão neutro. A partir daí as coisas vão entrando uma por uma, lentamente, nesse espaço e o que funciona vai ficando na medida que o resto vai saindo. Geralmente eu fotografo no ateliê e meu processo é muito lento, então quando convido pessoas para estarem nas fotografias ou em vídeo tento produzir pouco material para não segurá-las por muito tempo, acho que é cansativo e gosto que seja o mais leve possível.


QUE ARTISTAS/TEÓRICOS VOCÊ CONSIDERA IMPORTANTES NAS SUAS ESCOLHAS?

Sempre estou mudando de ideia quanto às minhas referências. O que me ajuda mais é assistir vídeos de pessoas falando sobre seus trabalhos, mostrando o processo. Tenho visto alguns que me ajudaram muito como Rashid Johnson, Mariah Robertson e Keltie Ferris no site NYCU do Art 21. Fui ver o Nino Cais e a Guga Szabzon falarem num ciclo de portifólio da Casa Tomada que foi incrível. Leio de vez em quando uma publicação periódica chamada Third Text que reúne textos teóricos e críticos sobre arte contemporânea que inclui escritores do mundo inteiro. Gosto do trabalho de todos os meus amigos, sempre acho que estão fazendo coisas incríveis.

O QUÊ CHAMA SUA ATENÇÃO NO MUNDO?

O que chama minha atenção são coisas pequenas, coisas estéticas, materiais que me parecem interessantes, brutos, industrializados ou rígidos, a natureza, a cidade de São Paulo, as pessoas que vejo, coisas que incomodam ou que acho bonitas.

EM QUAL PROJETO VOCÊ ESTÁ TRABALHANDO AGORA?

Estou começando a pensar em um projeto de construções esculturais que devem ser fotografadas, estou reunindo os materiais e fazendo as primeiras tentativas. Também gostaria de começar a fazer um ou outro vídeo sobre coisas que tenho pensado, escrevi alguns pequenos textos como orientação mas ainda não sei a forma que vai levar.

QUE SITE VOCÊ COSTUMA VER?

Vejo qualquer site com vídeos de pessoas falando sobre arte, o Art 21 da PBS e esse novo NYCU que mencionei. Sempre entro nos sites das galerias de São Paulo para saber o que estão mostrando e também o Mapa das Artes.

QUE MÚSICA VOCÊ OUVE?

Não ouço música frequentemente, mas percebi que trabalho melhor quando tem música. Gosto de Hip-Hop, dance dos anos 80/90, e Funk Norte Americano que comecei a ouvir recentemente.  

DaP - Av. Juscelino Kubitscheck, 1973 - Londrina, Paraná - CEP 86020-001 - (43) 3322 6844