DAP - Casa Branca

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

E pancadaria que é bom, nada!

Por Clarissa Diniz

Nunca vi tanta arte meiga, terna, afetuosa, carinhosa, amável, afável, bondosa e suave junta! É tanta delicadeza que irrita. Faz enjoar a palidez de obras que, almejando cultivar boas energias, contentam-se com ínfimas graciosidades e abstêm-se do que realmente interessa.

Em nome da poesia que alguns artistas julgam ter a arte contemporânea abandonado, tem-se produzido trabalhos cujo propósito maior é embelezar e poetizar a vida. Nada contra – a intenção, nesses tempos de prazer mercadológico intenso, faz-se, inclusive, relevante. No entanto, abster-se de um engajamento ético maior não é ingenuidade – ou mediocridade – demais? Desconfio que alguns artistas têm utilizado tal discurso “poetizante” para mascarar reais dificuldades em criar imagens, ações e contextos cujos intuitos sejam muito mais do que somente (bobamente) meigos. E o SPA ‘07 foi um bom laboratório para esta minha desconfiança.

Balanços dependurados de árvores em praça pública é algo, sem dúvidas, afável[i]. Possibilita que convivam, momentaneamente, pessoas de origens diversas, oferecendo a elas um instante de descanso, distração, agrado e, com sorte, até mesmo de interação e diálogo. É bom pensar que “fizemos nossa parte” ao propiciar um momento de poesia no cotidiano de meia dúzia de indivíduos perdidos entre seus seis bilhões de pares. Ainda que saibamos que, em poucas horas, os balanços serão drasticamente retirados pelo dito “vandalismo” comum a nossa sociedade, satisfazemo-nos com a chance de ter propiciado um efêmero alívio de tensão a alguém. Enganamo-nos com um efeito mínimo – e terno, vale lembrar – de nossa arte quando, inversamente, poderíamos interpretar que seu grande resultado não é o de plantar meiguice mas, contrariamente, o de suscitar algum tipo de ação subversiva e violenta, que, entrópica e visceralmente, retira do convívio de todos aquilo que incomoda ou seduz – o tal “vandalismo”.

Desse modo, ao preconizar a superficial meiguice fruída pelos pouquíssimos que participaram do trabalho, tal produção artística esquiva-se da mais crua questão: a apatia, a revolta e a indiferença de todos – todos – os outros. E tal abstenção é ética. É a escolha feita por uma arte que, ingênua e irresponsavelmente, creio, se põe a agradar.

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segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Estágio na Divisão de Artes Plásticas - DaP

Atenção!

Quem tiver interesse em fazer estágio na Divisão de Artes Plásticas – DaP em 2013, favor entrar no site da Central de estágios do Governo do Paraná:

www.centraldeestagio.pr.gov.br ou se informarem na DIVISÃO CENTRAL DE ESTÁGIOS E INTERCÂMBIOS PRÓ-REITORIA DE GRADUAÇÃO UNIVERSIDADE ESTADUAL DE LONDRINA FONE:
55 (43) 3371-4900 FAX: 55 (43) 3371-4561
estagios@uel.br

Fiquem atentos às datas!

Estratégias Pictóricas

terça-feira, 30 de outubro de 2012

Montagem e abertura da exposição ESTRATÉGIAS PICTÓRICAS


Danillo Villa e Elke Coelho durante a montagem.


Trabalho da artista Sueli Espicalquis ainda na embalagem.


A artista Amanda Sacoman durante a montagem do seu trabalho.


A artista Michelle Paixão Costa durante a montagem do seu trabalho.


Bras (marceneiro), auxiliando na montagem da exposição.


Trabalho do Moisés Crivelaro


Trabalho do Guilherme Callegari e ao fundo, trabalho da Louisa Savignon


Trabalhos da Sueli Espicalquis


Trabalhos do Adilson Lopes


Trabalhos da Flávia Junqueira


Detalhe do trabalho da Amanda Sacoman


Detalhe do trabalho da Elke Coelho

Abertura da exposição


Abertura da exposição ESTRATÉGIAS PICTÓRICAS


Trabalho da Michelle Paixao Costa


Abertura da exposição ESTRATÉGIAS PICTÓRICAS


Fala de abertura com Danillo Villa, chefe da Divisão de Artes Plásticas


Abertura da exposição ESTRATÉGIAS PICTÓRICAS

DaP - Av. Juscelino Kubitscheck, 1973 - Londrina, Paraná - CEP 86020-001 - (43) 3322 6844